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Existe magia no trabalho?

Existe, sim.

E por que quase ninguém a vê?

Porque a magia no trabalho é como Deus e seus Anjos: você só vê se quiser, se tiver boa vontade e, principalmente, se acreditar. Se não, não vê.

Nós acreditamos tanto na magia no trabalho que até temos em nossa empresa um colega, o Fraga, que tem o cargo de Mentor da Alegria e Magia Organizacional. Quem quiser conhecê-lo, é só dar um pulinho lá.

A magia no trabalho está em pequenos detalhes. Em ações nas quais o Ser Humano se revela em sua divindade: generoso, amigo, solidário, disseminador da alegria e do carinho. Nem sempre essas ações ficam no foco da notícia, porque muitas delas são anônimas, particulares, pessoais. A mídia do Bem é o coração de que o recebe.

A magia no trabalho está na simplicidade das pessoas que trabalham. Gente comum, humilde, que ali está para realizar sonhos próprios, dos colegas, dos clientes e dos acionistas – porque acredita nesses sonhos. Podem ter curso superior, pós, mestrado, MBA ou não. A simplicidade e humildade a que me refiro estão acima de graduações, títulos e cargos – está na essência de cada um.

A magia no trabalho está na solidariedade dos que estão lado a lado, todo dia. Acreditem que os mesmos funcionários que recorrem a empréstimos sociais para resolverem seus problemas financeiros, são os primeiros a participar de campanhas internas de cunho social e beneficente para ajudar comunidades carentes. Os agasalhos que arrecadamos no inverno, por exemplo, certamente não são de luxo, mas são riquíssimos de solidariedade e amor. Com certeza aquecem muito mais do que aqueles comprados em lojas sofisticadas.

A magia no trabalho está na união de quem sabe pertencer a uma grande família – ainda que esta expressão nas empresas esteja em fase de extinção pelos incrédulos de plantão. Pode até haver discordâncias, como nas famílias de verdade, mas o desejo de harmonia e da busca de soluções supera as possibilidades de conflitos.

A magia no trabalho está no direito de sorrir enquanto se trabalha. De se emocionar, de demonstrar carinho e gratidão pelo colega ou pela empresa. Ou até irritação e tristeza, porque não se pode selecionar a manifestação de sentimentos – pode-se administrá-las. O fundamental é não reprimir o que é natural e espontâneo no ser humano.

A magia no trabalho está em acreditar que cada um tem uma missão na empresa. E em dar o melhor de si para cumprir essa missão com comprometimento e dedicação, porque ela faz parte da realização do profissional. Os resultados da empresa, quando alcançados, beneficiam a todos, indistintamente.

Pois bem, essas magias existem no trabalho, de forma perceptível e até palpável. E se você praticar uma delas – uma que seja – aprenderá a ver ou a sentir todas as outras. Basta acreditar e fazer a sua parte.

Para ajudar nisso é que temos um Mentor da Alegria da Magia Organizacional, o Fraga. Ele circula livremente pela empresa, lendo contos e poesias que levam à reflexão, ele passeia pelas áreas ouvindo quem precisa ser ouvido e passando mensagens de otimismo e carinho a todos – quem não gosta disso? Ele pode aparecer de repente na Produção, conversar com o pessoal de Vendas, do Marketing ou da área Financeira, pode interromper uma reunião de diretoria ou visitar os propagandistas no campo. Isso é ou não é mágico?

Para ajudar nessa magia é que o subtítulo dos cargos do nosso presidente e do superintendente é “Pau pra Toda Obra” – afinal, quem melhor pode dar “pitaco” em tudo, resolver tudo e descascar “abacaxis” de qualquer tamanho e de qualquer sabor e ainda por cima levar bordoadas generalizadas? Pois é, quem não acreditar nisso, que vá lá olhar o que está escrito na porta da sala deles.

Alguns leitores devem estar se perguntando: por que uma empresa se preocupa com essas coisas? Simples: porque elas fazem bem às pessoas que ali trabalham. Porque desmistificam essa coisa horrível e desagregadora chamada “poder”. Porque mostra, ao vivo e a cores, que somos todos iguais e ninguém é melhor do que o outro – e aqui está mais uma magia das tantas que praticamos.

Se nada de teórico e conceitual justificasse a prática dessas “loucuras” ou “utopias”, bastaria saber e perceber que elas promovem alegria e felicidade. Isso basta. Esse é o lucro que temos – além do outro, o convencional, que nos acompanha, graças a Deus, há vários anos de forma ininterrupta.

O legal em toda essa história é saber que para a prática dessas magias nenhuma empresa necessita de um prestidigitador profissional. Precisa apenas de gente comum, com um bom coração. Será tão difícil assim?

* Floriano Serra é psicólogo, diretor de RH e Qualidade de Vida da APSEN Farmacêutica, eleita pelo terceiro ano consecutivo “uma das Melhores Empresas para Trabalhar” (Revistas EXAME / VOCÊ S/A e ÉPOCA). É autor dos livros “A Empresa Sorriso” e “A Terceira Inteligência” (Editora Butterfly) e um dos 25 profissionais brasileiros incluídos no livro “Gigantes da Motivação” (Editora Landscape).

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