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A Chave do Sucesso é a Equipe Motivada

Sua equipe é motivada? Se não é, o que está acontecendo? Mesmo assim a empresa tem atingido os objetivos? E o que tem sido feito para motivá-la?

Tenho certeza de que, para não ser diferente, é a realização de uma ou duas convenções por ano, em hotéis de luxo, com palestras motivacionais, muito show e bastante entusiasmo por parte dos palestrantes, com exemplos de superações de pessoas vencedoras, muita música baiana, e assim por diante. É alegria total, não tem dúvida! Mas será que na semana seguinte o clima ainda vai ser o mesmo? É somente isso que faz com que as pessoas mudem da noite para o dia e vistam a camisa da empresa com satisfação?

Agora, imagine o funcionário retornando ao trabalho, após toda essa festa, e o primeiro bom-dia do superior, se é que exista, é um chute na canela! Quanto dinheiro jogado fora! Que perda de tempo! Mas, infelizmente, é o que ocorre no dia-a-dia de muitas empresas. Na hora de trabalhar o negócio tem de ser diferente para que o chefe não perca a autoridade. Não pode haver mistura nos relacionamentos para não serem confundidos com intimidade.

Como motivar a equipe e ter na empresa funcionários satisfeitos, verdadeiros parceiros e colaboradores? Em primeiro lugar, é importante saber que o comportamento humano é movido pelo desejo de atingir algum objetivo, nem sempre consciente, que são os motivos. Esses motivos vêm do interior da pessoa, fazendo com que entre em atividade, em busca da satisfação das suas necessidades ou desejos. E como as pessoas têm comportamentos diferentes, suas necessidades e motivações também são variadas. Portanto, é aí onde está a chave para ser usada pelos líderes que querem manter colaboradores motivados e produtivos. De nada vai adiantar muita festa se o principal ficar em segundo plano. Daí a importância da análise das necessidades da equipe para saber se o ambiente para atingir os objetivos do grupo têm sido favoráveis.

É comum ouvir-se de alguns empresários que dão condições para os funcionários executarem o seu trabalho e pagam os salários sempre no dia certo. Disponibilizam os recursos necessários (materiais, tecnológicos, financeiros etc.), mas o desempenho da equipe fica aquém do esperado, justamente pela falta de entusiasmo e ação de muitas pessoas. Mas isso são fatores de motivação ou é obrigação? Elas necessitam apenas disso? Do que adianta os recursos nas mãos de funcionários desmotivados? Além do mais, como os funcionários vão desempenhar suas atividades sem os meios necessários e ainda recebendo salários atrasados?

As necessidades básicas dos colaboradores são satisfeitas? Os salários são condizentes com a competência e desempenho de cada funcionário? Além dos salários, a empresa oferece algo mais em forma de benefício? Na empresa existe política ou politicagem? Será que a politicagem não é predominante e com isso, ao invés do espírito de equipe, não é fomentada a política de “cobra engolindo cobra?” O que os funcionários podem esperar da empresa? Há segurança no trabalho ou os funcionários são descartados de acordo com a vontade e simpatia dos seus chefes? Como é o nível de relacionamento entre superiores e subordinados? Há diálogos, troca de informações ou somente ordens ásperas para serem obedecidas e executadas?

Existe reconhecimento pelo desempenho dos funcionários que se destacam? Na empresa há um plano de carreira? Os funcionários competentes ascendem na hierarquia funcional e salarial ou só sobem aqueles fazem parte do grupo da politicagem? O nível de satisfação do funcionário é sempre avaliado ou isso não faz parte da política da empresa? Ou seja, funcionário é para trabalhar independente de estar satisfeito ou não. Aliás, quem estiver insatisfeito que procure outro lugar. Os funcionários são capazes de arriscarem na execução de alguma tarefa diferente, mesmo sabendo que podem cometer erros, ou evitam em conseqüência da bronca, que é grande e constante, podendo culminar com demissões?

Os vendedores recebem estatísticas de vendas com suas produções mensais ou isso é segredo de estado, ficando somente nas mãos dos seus superiores? Aliás, a obrigação dos vendedores é enviar os pedidos e cobrar duplicatas atrasadas. Quanto ao pagamento das comissões de vendas pela produtividade, fica por conta da empresa e verbalmente, nada no papel, para não confundir o vendedor com muita burocracia. Lamentavelmente, conheço várias empresas que adotam essa política. Isso é comum naquelas onde a rotatividade de vendedores é grande, porque os bons pedem logo para sair e os medíocres não permanecem pela falta de produção e ganhos para se manterem. É um entra e sai de vendedores que nem dá tempo dos clientes gravarem a fisionomia deles.

É necessário, portanto, que esses pontos, entre outros, sejam analisados, para que se tenham equipes motivadas, antes de qualquer outra ação que exija o gasto de muito dinheiro e perda de tempo, mas sem resultados práticos. Convenções são importantes? Não há dúvida de que são, mas têm de ser com funcionários já motivados, pois não são os shows dos palestrantes que vão mudar as coisas. Também, é fundamental que as palestras não sejam apenas compostas de shows, mas de fornecimento de informações que aumentem o nível de conhecimento dos funcionários.

* Antônio P.B. Braga é palestrante e instrutor de Vendas e Qualidade no Atendimento da Sagra Consultoria em Vendas. É autor do livro “QUER VENDER BEM? DEIXE DE SER VENDEDOR!” Co-autor do livro GIGANTES DAS VENDAS – Editora Landscape. É também autor de artigos sobre os referidos temas publicados em revistas, jornais e em sites diversos.

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